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Dezesseis cidades paraibanas estão em colapso hídrico e com sistemas de abastecimento desativados total ou parcialmente, de acordo com a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). Ainda segundo o órgão, mais três açudes devem entrar em falência este ano, dois deles em outubro e um em dezembro. Ao todo, conforme a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), 21 reservatórios estão em situação crítica, com seu volume abaixo de 5% da capacidade total. Nos municípios castigados pela falta d’água, os moradores buscam diversas alternativas para garantir a subsistência.
Além dos 16 municípios, sete distritos enfrentam a mesma situação: Gravatá, Lagoa do Mato, Cepilho, Pindurão, Barreiros, Logradouro (parcialmente) e Cozinha. “Quando o sistema desativa, a Cagepa não tem como captar a água e aí entram as fontes alternativas, as cisternas, o trabalho das prefeituras que costumam distribuir água, o trabalho da Defesa Civil, entre outros”, destacou o presidente da Cagepa, Deusdete Queiroga.
Outro relatório encaminhado ao JORNAL DA PARAÍBA pelo presidente do órgão aponta que além das já citadas, 17 cidades estão em racionamento. Quatro distritos passam pelo sofrimento: Novo Pedro Velho, Logradouro, Braga e Rua Nova.
Apesar do quadro alarmante, o diretor de operações da Cagepa, José Mota, disse que não há previsão de racionamento para outras localidades. “Por enquanto não temos programado iniciar racionamento em mais nenhuma localidade do Estado”, reforçou.
Os mananciais em previsão de colapso são o Açude Milhã, em Puxinanã, que está com 5,4% e segundo o relatório deve atingir os 2% da capacidade em outubro. No mesmo mês, ao açude Canafístula II, que está com 10,4% do volume e abastece Solânea, Bananeiras, Cacimba de Dentro e Araruna deve esgotar sua capacidade. Já em dezembro, a falência deve atingir o açude Lagoa do Matias, com 36,3%, responsável pelo abastecimento de Belém, Caiçara, Riachão e os distritos de Rua Nova, Logradouro e Cepilho.
Situação atual dos reservatórios da Paraíba:
4 reservatórios sangrando
65 reservatórios com capacidade armazenada superior a 20% do seu volume total
33 reservatórios em observação (menor que 20% do seu volume total)
21 reservatórios em situação crítica (menor que 5% do seu volume total)
Fonte: Aesa
CISTERNA É ALTERNATIVA
Os moradores das cidades castigadas pelo desabastecimento se viram como podem para garantir água de beber, para tomar banho e realizar outras atividades básicas, como lavar louça.
Em Aroeiras, no Agreste, a dona de casa Margarete de Sousa, 54 anos, conta que possui uma cisterna que capta água da chuva e tem capacidade de aproximadamente 20 mil litros, mas relata que precisa comprar água para suprir outras necessidades da família.
“A cisterna é grande, a água de lá é para beber e cozinhar.
Também tenho uma caixa reserva. Mas compro água pra lavar prato, tomar banho, a R$ 30,00 cada mil litros”, revelou Margarete, que vive na zona urbana com o marido. A filha do casal passa os finais de semana com os pais.
Em Esperança, também no Agreste, o comerciante José Nogueira Filho, 44, disse que as vendas de tonéis e tambores para armazenar cresceram pelo menos 10% em seu estabelecimento por causa do racionamento.
“O povo não quer ficar sem água em casa e começa a se preparar com antecedência. Tem gente que compra até água mineral para usar em tudo. Hoje eu já vendi pelo menos três. Lá em casa a gente junta água também, da torneira mesmo, quando o abastecimento está normal. Da chuva, quando Deus manda água. O jeito é economizar”, afirmou José, que mora no Centro da cidade.
Redação: Com Paraíba hoje
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