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Joana Darc foi uma das pessoas que ajudou a implantar a ideia do Plebiscito Constituinte na Paraíba, instalado em novembro de 2013 e em entrevista ao portal paraiba.com.br, nesta terça (2), comentou que a luta pela democratização do poder no Brasil é antiga e que ganhou muita força em junho do ano passado com as manifestações de rua em todo o país.
A votação começou nesta segunda (1º) e vai até o dia 7 de setembro online no sitehttp://www.plebiscitoconstituinte.org.br/vote-no-plebiscito#voto ou em uma das diversas urnas espalhadas pela cidade e a meta na Paraíba é de 240 mil  a 300 mil na Paraíba no Brasil a meta é de 10 milhões de votos.
De acordo com Joana, as manifestações faziam uma crítica ao sistema de governo que o povo entende como não representativo. “Não representa o povo brasileiro. Quem está na composição nesses espaços de poder são homens brancos, representantes de grandes grupos ou ligados ao agronegócio. O Congresso tem essa cara e sente falta de mulheres, índios, povo negro…”, conta. Outro motivo que levou à mobilização nacional foi que assuntos de interesse do povo, o principal envolvido não é consultado. “Mesmo que na nossa Constituição tenha mecanismos de participação do povo, esses mecanismos não são instalados, como o Plebiscito e o Referendo. Os representantes não consultam o povo, queremos participação no poder e essa insatisfação gera uma mobiliação nacional”, explica.


Neste contexto foi criado o movimento pela constituinte exclusiva e soberana. “Exclusiva porque achamos que a Constituição precisa mudar a estrutura e regras na participação do poder  e soberana que sendo constituída ela passaria a ter autonomia e não teria influência do Executivo, Judiciário e nem do Legislativo. Seria uma comissão só para isso e a nova regra que possibilite a inclusão do povo brasileiro na democracia”, conta.


A partir do lançamento nacional em novembro, foram sendo criados comitês estaduais compostos dos mais variados setores da sociedade. Na Paraíba fazem parte desses comitês o Movimento de Mulheres, o Movimento Marcha das Mulheres, União Brasileira de mulheres, a CUT, Associações, ONGS como a Cunhã, a Oito de Março, Casa do pequeno Davi, Movimento de Direitos Humanos, Associações comunitárias de vários bairros, Grupo História Viva de Mangabeira, MEL, Associação de Estudantes de Santa Rita, DCE da UFPB, entre outros.


“De 1 a 7 de setembro é uma etapa de construção”, comentou convidando a população. Quem pode votar são pessoas acima de 16 anos com documento de preferência com foto. Além da internet existem urnas fixas e móveis em locais como a Lagoa, Integração, Ponto de Cem Réis, Mercado de Mangabeira, Mercado Central, Sintricom, na sede do Coletivo Cunhã, no Sindicato dos Professores, e outros locais que podem ser consultados no sitehttp://www.plebiscitoconstituinte.org.br/


O próximo passo é que após a apuração dos votos, a organização vai levar esse resultado para o Judiciário, Legislativo e Executivo e aguardar a movimentação desses espaços de poder. Mas além disso, Joana comentou que vai seguir com o aperfeiçoamento do debate em torno do sistema polítoco e que também o povo pode voltar para as ruas. “É possível que as próximas ações sejam ir para a rua”, conta.

Redação: Com Marília Domingues
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