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Índice, segundo a Sabesp, se manteve em 10,8% nesta sexta (14). Apesar das chuvas, nível não sobe há 212 dias.

O nível do Sistema Cantareira se manteve estável na medição desta sexta-feira (14), em relação a de quinta (13), após dia de fortes chuvas na região dos reservatórios. A chuva, que foi de 24,4 milímetros, não chegava com tanta intensidade no Cantareira desde abril.
Com 10,8%, é a segunda vez em novembro que o nível se mantém estável. Porém, mesmo com as chuvas, o volume acumulado do Cantareira não sobe há 212 dias. Isto acontece porque parte da água evapora por causa do forte calor ou vai para a vegetação antes de chegar ao sistema.
A última vez que o nível subiu foi justamente em 16 de abril, quando a chuva foi maior que a desta sexta. Os 27,1 milímetros que caíram na ocasião elevaram o índice de 12% para 12,3%. Na época, não eram consideradas nenhuma das cotas do volume morto.
Outros sistemas
No Alto Tietê, que também sofre com a grave estiagem, o índice recuou de 7,6% para 7,5%, queda de 0,1 ponto percentual. Nos últimos dias, a queda era sempre de 0,2 ponto.
No Guarapiranga, a queda foi de 0,2 ponto. O sistema segue caindo e foi de 35,3% para 35,1%. No Alto Cotia, o nível passou de 29,7% para 29,6% e, no Rio Grande, se manteve estável em 65,9%. O sistema Rio Claro também teve queda. O nível foi de 36,2% para 36%, baixa de 0,2 ponto percentual.
Segunda cota
O secretário estadual de Recursos Hídricos, Mauro Arce, disse na quarta que a segunda cota do volume morto do Sistema Cantareira começará a ser utilizada até a semana que vem. Ele foi ouvido na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Sabesp, realizada na Câmara Municipal.
Na mesma sessão, o superintendente do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), Alceu Segamarchi Júnior, afirmou que recebeu na terça-feira (11) um documento da Sabesp que informa que a companhia de abastecimento começará a usar a segunda cota da reserva técnica no próximo sábado (15).
“No dia 15 de novembro nós devemos atingir a segunda cota da reserva estratégica, mas a ANA [Agência Nacional de Águas] já tem uma resposta a um ofício que eu encaminhei já havia concordado com a utilização da segunda reserva. O que falta definição quais são os limites para o mês de novembro e isso a gente está definindo ao longo desta semana”, afirmou Alceu. Ele ressaltou que a Sabesp já possui aval da agência para usar a água.
“Entrará em operação até a próxima semana o segundo volume estratégico, a reserva técnica, para que a gente possa usar essa água”, disse Arce.
Ele condicionou o término do uso do chamado volume morto às condições meteorológicas. “Que a gente tenha uma estação chuvosa. Se fosse normal, na média, seria ótimo, mas que pelo menos não seja pior do que foi no ano passado, para que a gente possa, até o final de abril, ter os reservatórios [todos] o mais alto possível para que a gente possa atender o novo período seco que começa no dia 30 de abril e vai até 30 de novembro”, afirmou.
“A quantidade de chuva que nós tivemos neste ano é muito menor que a média. Não precisa chover o dilúvio, basta que chovesse a média”, completou o secretário durante reunião da CPI. Questionado se o volume de chuva seria suficiente para deixar os reservatórios positivos, ele confirmou. “Não só positivo, nós encheríamos tudo que foi gasto das reservas técnicas e ganharíamos volume útil maior que estávamos em 30 de abril deste ano”. O secretário não soube informar a quantidade de chuva que deveria cair.
Mauro Arce também negou que a segunda cota do volume morto já começou a ser utilizada, conforme anunciou a ANA no mês passado, após comentar a baixa na represa Atibainha. “O Atibainha não depende da ANA, não está sobre o controle da ANA conforme a legislação. O Atibainha é um assunto Sabesp e DAEE”, disse.
O secretário também mencionou pequenas obras que estão sendo realizadas e grandes obras, de longo prazo, que serão realizadas com recursos federais, como por exemplo a PPP do São Lourenço, que deve ficar pronto em setembro de 2017.
Para conseguir o financiamento, Arce disse que na próxima segunda-feira (17) irá a Brasília entregar os projetos à União das obras para aumentar a quantidade de água em São Paulo. O detalhamento dos projetos foi uma condicional para o estado conseguir o financiamento das obras.

G1
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