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No período diurno, apenas um, de cada quatro alunos, também trabalha, além de estudar. Entre os que vão para a escola à noite, são quase 70%


Fonte: Jornal Nacional

Uma pesquisa sobre a educação pública comprovou, em números, por que é preciso olhar com atenção os brasileiros que estudam à noite.
Fim de tarde, quase noite. Entre as turmas de ensino médio que se cruzam, em frente a uma escola pública, as diferenças vão muito além do uniforme, não exigido no curso noturno. É o que revela um levantamento inédito do Instituto Ayrton Senna.
No curso diurno, a idade média no primeiro ano, é de pouco mais de 16 anos. À noite, quase 19. E 23% dos que estudam durante o dia estão com pelo menos dois anos de atraso no curso. No noturno, mais da metade: 53%. O tempo médio em classe, é de 308 minutos por dia, contra 232 minutos por noite. E a taxa de abandono triplica. De 5,5% no diurno para 16,4% no noturno.
No período diurno, apenas um, de cada quatro alunos também trabalha, além de estudar. Entre os que vão para a escola à noite, são quase 70%. E isso, sem dúvida, faz diferença.
Ensino médio público diurno também não é dos melhores
“É que como a gente trabalha, acorda cedo, vem pro trabalho e depois vai para a escola, fica cansado. Aí alguns professores passam coisa demais, outros coisas de menos”, conta o estudante Guilherme dos Santos.
“De manhã, acho que os professores exigem mais da gente”, afirma Adiel de Souza.
Jornal Nacional: Você gostaria de estudar de dia?
Ingrid Barcelos, estudante: Gostaria.
Jornal Nacional: Por quê?
Ingrid Barcelos: Melhor, porque está com a cabeça mais fresca, eu acho.
O ensino médio público diurno também não é dos melhores, diz o coordenador da pesquisa. Mas ele teme que propostas como a do ensino em tempo integral aumentem a distância em relação ao noturno.
“A gente precisa se preocupar tanto com esse jovem que pode cursar uma escola em tempo integral, mas também com aquele jovem que precisa trabalhar e que tem todo direito de receber uma educação de qualidade”, explica o diretor do Instituto Ayrton Senna Mozart Neves Ramos.
Quem discute o assunto tem lá suas ideias: como a de aliviar o aluno com Quem discute o assunto tem lá suas ideias, como a de aliviar o aluno com menos matérias por semestre, divididas em módulos.
Mudanças no currículo estão sendo analisadas
“A outra ideia é prolongar o período noturno para mais um ano. Ao invés de três anos seriam quatro anos, e diminuir o horário de aula dele de sala de aula”, diz a vice-diretora de escola Doris Saboya.
Segundo o Conselho de Secretários Estaduais de Educação, já estão sendo analisadas mudanças no currículo, no método de ensino e uma ligação maior do curso com o mundo do trabalho.
“Eu acredito que a melhoria desse desempenho do ensino médio noturno ou do ensino noturno, em geral, ele depende de ações coordenadas nessas várias dimensões ao mesmo tempo”, afirma a vice-presidente do Conseg Klinger Barbosa Alves. 

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