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"A causa da Educação nunca foi levada a sério na realidade. E as conseqüências são a baixíssima taxa de crescimento e produtividade que o Brasil possui" afirma José Eloy dos Santos Cardoso

Fonte: Diário do Comércio (MG)
Foto: averdade.org.br


O Brasil não é mais a "pátria Educadora" que Dilma Rousseff propagou quando tomou posse pela segunda vez no dia primeiro de janeiro corrente.
O orçamento da Educação na Esplanada de Brasília seria o maior orçamento de custeio desta legislatura. Com os cortes determinados logo depois de tomar posse, a previsão de gastos de R$ 1.761 bilhões por mês passa para R$ 1.l74 bilhões e o Ministério da Educação que seria o carro-chefe da presidente Dilma passa para um novo plano.As palavras de Dilma no dia da posse foram merecedoras de unânimes aplausos. E não era para menos.
O governo estava vendo que o "calcanhar de aquiles" do desenvolvimento brasileiro era o setor educacional. Em outros países como o Japão, a China e a Coreia do Sul tomaram-se urgentes providências e as economias daquelas nações deslancharam.
Para começar, mandaram os estudantes aperfeiçoar nos Estados Unidos, na Alemanha, na França e até no Canadá onde aprenderam a administrar uma economia de escassez para fazê-la prosperar e alcançar notáveis níveis de crescimento e desenvolvimento. Enquanto isso acontecia, o Brasil com seus 39 ministérios não crescia em níveis desejados e comparados aos países mais adiantados.
Os cortes previstos numa pasta que responde por R$ 7 bilhões dos R$ 22 bilhões que estavam estimados serão desastrosos de um modo geral porque a Educação é justamente o principal acelerador no carro do desenvolvimento. A tesoura que cortou na horizontal é muito cômoda para o governo porque evita reclamações de ministros que querem se promover eleitoralmente. Se a Educação é de fato uma prioridade como sofismou Dilma, teria que ser tratada com primazia e de forma diferente das demais pastas.
O discurso de posse não passou de retórica para ouvir palmas da plateia que assistia ao ato. Palavras não se apoiam em fatos.  muita ingenuidade achar que o pré-sal, ainda incerto, irá irrigar o setor educacional. Pelo que temos lido e ouvido nos noticiários, os custos do pré-sal poderão até superar os benefícios e não produzir os lucros eleitorais em vésperas de eleições.
Enquanto a causa da saúde foi abraçada pelo governo com seriedade, a causa da Educação nunca foi levada a sério na realidade. E as conseqüências são a baixíssima taxa de crescimento e produtividade que o Brasil possui em comparação aos países mais adiantados. Nas campanhas eleitorais os candidatos prometem melhorar a Educação brasileira, apresentam ideias e projetos para nivelar o Brasil aos maiores países do mundo neste setor. No poder, esquecem de tudo que foi prometido porque a Educação não dá votos.
Entre as urgências do setor, podemos citar a falta de Professores qualificados. Hoje é difícil se encontrar quem quer se dedicar ao magistério como profissão. Cursos destinados a formar essa mão de obra estão fechando as portas. Como melhorar o setor educacional sem os Professores habilitados e os recursos modernos para se ensinar nos dias modernos? Será muito difícil melhorar a Educação sem infraestrutura e mão de obra necessárias para operá-la.
*José Eloy dos Santos Cardoso, Professor da PUC-Minas e jornalista
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