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"Sem Educação, os investimentos em saúde, moradia, emprego ficam vazios", afirma Anna França

Fonte: Portal DCI


Quando era pequena meu velho pai dizia que dinheiro chama dinheiro. Muitos anos depois, já como jornalista na área de economia, pude entender o que ele falava e ver um pouco dessa realidade cruel, detectada por vários estudos.
Só na última semana, a notícia de que a mais da metade da riqueza do mundo está na mão de poucos, cerca de 1%, se espalhou como um rastilho de pólvora pela web. Já a pobreza não, ela é mais democrática, ela aparece em vários lugares. Só na América Latina ela já atinge 28% da população, um nível que se mantém desde 2012, em meio a uma desaceleração da economia da região, como mostrou um boletim da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal).
De acordo com o "Panorama Social da América Latina 2014", o número de pessoas em situação de pobreza chegou no ano passado a 167 milhões. Enquanto isso, a população em situação de miséria extrema subiu para 12%, ante 11,7%o em 2013, o que corresponde a 71 milhões de pessoas.
As projeções mostram um leve aumento da taxa de miséria... o que significaria não apenas um retrocesso desta taxa aos níveis observados no princípio da década, mas também um crescimento considerável da quantidade de pessoas afetadas por essa situação, devido ao crescimento demográfico, diz o estudo.
Os países que apresentaram maior redução da pobreza foram Paraguai, El Salvador, Colômbia, Peru e Chile. Além de analisar a pobreza pela renda, o estudo apresentou uma medição complementar que engloba cinco âmbitos: moradia, serviços básicos, educação, emprego e proteção social, e padrão de vida.
Nessa medição, as maiores quedas ocorreram em Argentina, Uruguai, Brasil, Chile e Venezuela.
Os países da América Latina e Caribe enfrentam hoje o desafio de continuar buscando os avanços significativos na redução da pobreza e o desemprego, assim como ampliar os avanços iniciais na distribuição de renda, alcançados em conjunto com a consolidação democrática, a estabilização macroeconômica e as políticas sociais, afirmou a Cepal.
Mas como crescer se a economia não responde? Essa é a maior dificuldade dos países pobres, se fixar na economia. Uma pista, porém, foi dada pelos tigres asiáticos há muitos anos. Determinados, os orientais se impuseram, lá pelos anos 70, uma mta de crescer de forma consistente por vários anos. Esse plano de longo prazo colocava no centro da estratégia a educação.
E parece que eles estavam certos, a educação é essencial para que o indivíduo não só queira melhorar mas como tenha consciência do que fazer e como fazer.
Sem educação, os investimentos em saúde, moradia, emprego ficam vazios. O ser humano precisa saber valorizar e, principalmente, entender o que é valioso, de forma ética e social. Somente a educação pode resgatar de forma gradual e consistente uma nação.

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