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"A avaliação é uma aliada do gestor, capaz de oferecer-lhe diagnósticos da realidade e subsidiar suas decisões e investimentos", afirma Cipriano Carlos Luckesi

Fonte: Estado de Minas (MG)

O sucesso nos resultados de qualquer atividade depende da gestão de recursos materiais e humanos. A avaliação é uma aliada do gestor, capaz de oferecer-lhe diagnósticos da realidade e subsidiar suas decisões e investimentos. Essa análise exige o uso de instrumentos adequados de coleta de dados elaborados com o rigor metodológico necessário, pois uma distorção nesse processo inicial e na consequente qualificação da realidade poderá levar o gestor a tomar decisões inadequadas e insatisfatórias. No caso da Educação, existem três objetos principais da prática avaliativa: a aprendizagem do educando, levando em conta as necessidades individuais de cada Aluno; a instituição Escolar onde o estudante está inserido e que lhe oferece as condições de aprender, por meio de todas as atividades de Ensino; e, por último, o próprio sistema de Ensino, que pode ter a abrangência de um município, de um estado ou do país.
Até aproximadamente os anos 1980, acreditava-se que o único responsável pelo fracasso Escolar fosse o Aluno. Vagarosamente, estamos aprendendo a compreender que todo o sistema está comprometido com o sucesso ou com o fracasso das crianças e dos jovens nas Escolas. Desde então, em vários lugares do mundo e também no Brasil, observamos investimentos não só na avalição da aprendizagem dos Alunos considerados individualmente nas salas de aula, mas também da instituição Escolar e do sistema de Ensino.
Hoje, no Brasil, temos várias atividades avaliativas, denominadas de larga escala, que analisam o desempenho das instituições Escolares e do sistema de Ensino, tendo por base os resultados da aprendizagem dos estudantes. Nesse contexto, podemos citar o Sistema de Avaliação da Educação básica (Saeb), o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), o Exame Nacional do Ensino médio (Enem), a Prova Brasil e, mais recentemente, a Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), estabelecida em 2012.
Permanece, então, a necessidade da avaliação da aprendizagem do educando individualmente, dentro da sala de aula, uma vez que essa avaliação subsidia, em primeiro lugar, o Professor a tomar decisões que possam viabilizar o sucesso em suas atividades de Ensino; além disso, é o resultado da aprendizagem dos estudantes que orienta todas as outras práticas avaliativas em Educação, à medida que o aprendizado satisfatório dos Alunos é a finalidade principal tanto das instituições Escolares como do sistema de Ensino.
Dessa forma, nas atividades cotidianas em sala de aula, a avaliação precisa ser praticada com um pouco mais de rigor metodológico, com instrumentos de coleta de dados que não sejam aleatórios, e com critérios determinados para avaliar a satisfatoriedade ou não do desempenho dos estudantes da instituição. O sistema de Ensino e as instituições Escolares podem apresentar todos os requisitos institucionais necessários, tais como estrutura física, mobiliário, equipamentos, mas não terão cumprido sua finalidade caso os estudantes não aprendam efetivamente.
Para se alcançarem os resultados desejados e expressos nos planejamentos, a avaliação é uma boa aliada do gestor, revelando-lhe constantemente se suas ações têm sido satisfatórias ou não. Caberá a ele, subsidiado pela avaliação, investir na construção de boas práticas. Se assim acontecer, nosso país será bem-sucedido em seus projetos educativos; caso contrário, não teremos o êxito que desejamos nos resultados da Educação nacional.

Reportagem publicada somente em veículo impresso
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