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Carlos Eduardo Cherem
Do UOL, em Belo Horizonte

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta sexta (28) de evento em BH

Para uma plateia de cerca de mil pessoas de sindicalistas e membros de movimentos populares, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu apoio ao governo Dilma Rousseff e fez um "mea culpa" durante evento da CUT (Central Única de Trabalhadores) em Belo Horizonte na noite desta sexta-feira (28). 
"Nós não podemos jogar a culpa só nos outros. Nós devemos pensar também se fizemos o certo ou o errado. Se era o momento certo, ou não. Mas a verdade é que temo um pecado. Nós podemos discordar do governo, mas ele é o nosso governo", disse Lula.
Lula voltou a afirmar que a oposição ao governo é feita mais pelos acertos do PT do que pelos seus erros. "É importante não perdermos de vista o que está acontecendo. Quem elegeu o governo tem de cobrar, mas tem de defender também o governo", disse.
"A direita não vai fazer retroceder esse país nos avanços que tivemos. Eles aprenderam com a gente a protestar. Precisamos aprender a não ficar nervosos. Eles protestam que no nosso governo, o filho do pedreiro virou engenheiro, porque o salário mínimo chegou a US$ 100 dólares. Eles não aceitam que a empregada use o mesmo perfume que a madame usa", disse.
"Eles estão revoltados porque o aeroporto virou rodoviária. O aeroporto que vivia vazio, hoje está cheio. Os aviões que usavam só 30% de sua capacidade, hoje voam cheios".

PT precisa criar nova narrativa

Durante a tarde de sexta-feira, Lula encontrou-se com a executiva do partido em Minas Gerais e as bancadas de deputados estaduais e federais da legenda. Deputados que participaram da reunião contaram que o ex-presidente disse ser necessário que o PT "encontre uma narrativa para se contrapor a narrativa da oposição".
No segundo dia de sua visita a Minas Gerais, Lula afirmou que, se for preciso, poderá disputar a Presidência da República em 2018. Esta é a primeira vez que ele falou publicamente sobre a possibilidade de se candidatar.
"Não posso dizer que sou, nem que não sou [candidato]. Sinceramente, espero que tenha outras pessoas para serem candidatas. Agora, uma coisa pode ficar certa. Se a oposição pensa que vai ganhar, que não vai ter disputa e que o PT está acabado, ela pode ficar certa do seguinte: se for necessário, eu vou para a disputa e vou trabalhar para que a oposição não ganhe as eleições", afirmou Lula em entrevista à Rádio Itatiaia. 
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