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"De acordo com o relatório De Olho nas Metas, apenas 54,3% dos jovens concluíram o Ensino Médio até os 19 anos; número ficou bem abaixo da meta, que era 63,7%", afirma Luiz Gonzaga Bertelli



Fonte: Portal Catho

De acordo com o relatório De Olho nas Metas, divulgado pelo movimento Todos pela Educação, em 2013, apenas 54,3% dos jovens concluíram o ensino médio até os 19 anos. O número ficou bem abaixo da meta, que era 63,7%. Para o ensino fundamental, 71,7% dos estudantes se formaram até os 16 anos, também longe da meta de 84%. Os dados mostram que o Brasil ainda tem muito para que caminhar em um setor estratégico e fundamental para o desenvolvimento do país.
O levantamento mostra avanços no ensino fundamental, que criou o 9.° ano, ampliando a permanência do aluno na escola, mas não consegue resolver o gargalo do ensino médio. Somente 9,3% dos alunos do antigo colegial apresentaram proficiência esperada na disciplina de matemática. Em língua portuguesa, em que os alunos obtiveram um resultado melhor, a média ainda ficou longe da ideal, com 27,2%.
A realidade mostra que a crise na educação é endêmica. Percorre todos os estados, sem preconceitos. Do Oiapoque ao Chuí, passando pelos mais ricos, como São Paulo e Rio de Janeiro, e chegando a destinos longínquos do sertão nordestino à Amazônia. É necessário que as autoridades atuem para aparar essas feridas expostas. Não dá para aceitar que um aluno permaneça 12 anos na escola e saia do ensino médio sem condições de fazer operações aritméticas básicas ou tenha problemas para interpretar um texto em português.
Falar em língua estrangeira e ciências, hoje temas fundamentais para o mercado de trabalho globalizado, é ainda sonhar alto. A educação precisa ganhar a prioridade devida para que possamos preparar melhor nossos jovens. Esse é um dos papéis que o CIEE desenvolve ao longo de seus 50 anos de atuação, facilitando a inserção dos jovens no mercado de trabalho.
Luiz Gonzaga Bertelli é presidente do Conselho de Administração do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Academia Paulista de História (APH) e diretor da Fiesp.

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