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Carlos Madeiro
Colaboração para o UOL, de Maceió

Em 2013, Heloísa Helena estava ao lado de Marina Silva no evento de lançamento do partido Rede
Em 2013, Heloísa Helena estava ao lado de Marina Silva no evento de lançamento do partido Rede
Segunda filiada ao Rede Sustentabilidade --assinou a ficha logo após a ex-senadora Marina Silva--, a vereadora de Maceió Heloísa Helena deve ser uma das lideranças da nova sigla. Ela afirma que estava afastada havia seis anos do PSOL –partido que foi uma das fundadoras e primeira presidente-- por causa de divergências programáticas. A questão principal: a defesa institucional do aborto decidida em 2009. "Entendi que tinha havido rompimento do pacto fundacional", disse.
Apesar de apostar na entrada na Rede para ter novos ares políticos, ela sabe que vai encarar divergências no novo partido, a começar pela doação privada às campanhas (que ela é contra) e as ideias de política econômica. "Mas todos nós nos reivindicamos humanistas", declarou.
Reeleita em Maceió como vereadora em 2012, Heloísa Helena antecipa que não será candidata em 2016, mas deixa a porta aberta para 2018 –muitos já a cogitam como possível vice em uma chapa encabeçada por Marina Silva. "Acho quase que repugnante trabalhar a militância sempre em torno do calendário eleitoral", alfineta, bem ao seu estilo.
Sobre a atuação conjuntura política nacional, a vereadora ataca aqueles que classificam como "golpistas" os que defendem o impeachment. "Eu nunca fui golpista quando defendi abertura de processo e palavras de ordem da saída do Collor, do Sarney e do Fernando Henrique. Nunca fiz isso pelo oportunismo vulgar", disparou.
Confira os principais trechos da entrevista:

Filiação à Rede

Eu estava havia seis anos afastada de todas as instâncias do PSOL --com todo respeito, carinho e profundo amor a muitos dos militantes. Não me arrependo dos passos que dei para construção do PSOL. Há seis anos, um problema em que entendi que tinha havido rompimento do pacto fundacional, onde questões de consciência, como era o aborto, não seriam motivo de aprovação de resolução ou de imposição, e que as pessoas pudessem ter opiniões públicas. Em função disso, foi criado um grande problema. Mesmo discordando, porque entendi que rompia o pacto fundacional, sabia que a maioria do PSOL não era de fundadores. Como tinha questões de consciência, e nem pendurada num pau de arara cederia, resolvi me afastar das instâncias do PSOL. E depois veio o imbróglio da primeira candidatura de Marina [Heloísa defendeu a coligação com o PV à época]. Mas isso é passado.

Divergências

Não é a primeira nem a última vez que um partido se predispõe a trabalhar uma maneira nova de perspectiva social nesse mundo tão complexo, de tantas pessoas com coração de pedra e insaciáveis do banditismo politico. Então a gente não tem nenhuma concepção mística sobre a Rede, mas é um espaço plural e necessário programaticamente para a vida nacional, sem nenhum personalismo. Mas [ele surgiu] também porque Marina merece muito ter a oportunidade de ser candidata [à Presidência]. Ela não gosta muito que diga, mas ela tem direito de representar esse projeto nacional, fazer parte dessa experiência de construção de uma frente que acolhe concepções aparentemente tão distintas. Do mesmo jeito que tem concepções mais vinculadas ao campo progressista, ecológico, tem pessoas que não abrem mão das convicções de esquerda, como eu e muitos outros; mas todos nós nos reivindicamos humanistas e queremos um espaço para todas as posições, mesmo que profundamente divergentes do ponto de vista econômico --que temos grandes divergências-- a concepções da inserção brasileira na globalização capitalista.
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