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Em evento, ministro da Educação solicitou apoio dos deputados para superar dificuldades orçamentárias da pasta


Fonte: Agência Câmara

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, pediu nesta quinta-feira (22) o apoio dos parlamentares para superar dificuldades orçamentárias da pasta. A preocupação do ministro é principalmente com a meta 1 do Plano Nacional de Educação (PNE – Lei 13.005/14): colocar todas as crianças de 4 e 5 anos na escola no próximo ano.
Segundo Mercadante, 700 mil crianças nessa faixa etária estão fora da sala de aula. “O MEC [Ministério da Educação] está tomando uma série de iniciativas, mas isso depende muito dos prefeitos, que estão com dificuldades orçamentárias. O Congresso pode ajudar, porque tem muitas relações com as prefeituras. Os deputados podem ajudar a construir essas parcerias”, observou.
Aloizio Mercadante participou nesta quinta, na Câmara dos Deputados, de um café da manhã promovido pela Frente Parlamentar Mista da Educação. Na próxima quinta-feira (29), ele deverá participar de uma reunião mais técnica na Comissão de Educação.
O presidente do colegiado, deputado Saraiva Felipe (PMDB-MG), disse que na ocasião os parlamentares deverão ser mais específicos a respeito de como o ministro vai superar os cortes orçamentários, tendo de cumprir as metas do PNE.
“As perspectivas de arrecadação de recursos do pré-sal se frustraram, porque nós tivemos esse baque orçamentário da União com readequações ou cortes significativos na Educação. Embora não seja a área mais penalizada, esses cortes deverão chegar a R$ 16 bilhões. Então, nós temos que rediscutir com o MEC, buscando alternativas de financiamento”, disse Saraiva Felipe.
Reformulação
Segundo Aloizio Mercadante, outro desafio da Educação é melhorar a alfabetização e o aprendizado da matemática. Ele lembrou que 22% das crianças brasileiras não leem o que deveriam até 8 anos de idade, 37% não escrevem o que precisariam e 57% não dominam as primeiras contas. O enfrentamento do problema, de acordo com o ministro vai exigir um redesenho das políticas do MEC.
Também deverá haver uma reformulação no ensino profissionalizante e na Educação de Jovens e Adultos (EJA). A ideia é integrar o EJA ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).
“O Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação] investe R$ 6 bilhões no EJA e só 9% dos matriculados concluem o ciclo. São pessoas mais velhas que não sentem no curso regular as necessidades do mercado de trabalho. Se você junta com ensino técnico, a motivação é outra”, apostou o ministro.
Educação em Debate
No café da manhã desta quinta-feira, a Frente Parlamentar Mista da Educação lançou, em mídia digital, mais uma edição da série de palestras “Educação em Debate”, que traz à Câmara especialistas de diferentes áreas ao longo de um ano. As palestras são realizadas desde 2013.
As oito palestras de 2014, sobre diferentes temas da educação – como educação a distância, ensino profissional e inteligência emocional –, foram reunidas e distribuídas aos parlamentares. O material também será enviado a bibliotecas e deverá ser disponibilizado no site da frente parlamentar.
Para o presidente da frente, deputado Alex Canziani (PTB-PR), os especialistas convidados “trazem uma luz sobre a educação”. “Você tem a oportunidade de ter a visão de pessoas sobre questões diferentes da educação. Por exemplo, uma palestra sobre a importância da matemática. Os pais nem imaginam o quanto vai ser importante para a vida do seu filho,” concluiu Canziani.

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