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Paris amanhece sob a marca do terror após ataques que mataram 127

Christelle Alix/Presidência Francesa/AFP
In this handout picture receivced from the French Presidents office French president Francois Hollande adresses the nation on November 13, 2015 after a series of gun attacks occurred across Paris as well as explosions outside the national stadium where France was hosting Germany. French President Francois Hollande said Friday he had declared a state of emergency across the country after simultaneous attacks in Paris left at least 39 people dead. AFP PHOTO / PRESIDENCE DE LA REPUBLIQUE / CHRISTELLE ALIX RESTRICTED TO EDITORIAL USE - MANDATORY CREDIT "AFP PHOTO / PRESIDENCE DE LA REPUBLIQUE / CHRISTELLE ALIX " - NO MARKETING NO ADVERTISING CAMPAIGNS - DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS ORG XMIT: -
O presidente francês, François Hollande, fala à nação neste sábado (14) após ataques em Paris

Depois do pior ataque terrorista da história da capital francesa, Paris amanhece marcada pelo pesadelo da noite desta sexta-feira (13), no qual ataques coordenados em diversos pontos da cidade mataram, de acordo com números oficiais, 127 pessoas.
O presidente francês, François Hollande, manifestou consternação pelos ataques em um pronunciamento na manhã deste sábado (14). "É um ato de guerra que foi cometido pelo Estado Islâmico (EI) contra os valores que defendemos", afirmou.
"O fechamento das fronteiras foi decidido para que as pessoas que cometeram esse crime possam ser detidas. Sabemos de onde veio esse ataque", afirmou Hollande. "Temos que mostrar compaixão e solidariedade, mas temos também que mostrar união. A luta será sem piedade".
O grupo extremista islâmico Estado Islâmico (EI) alega ter sido o responsável pelos ataques em Paris em um comunicado, divulgado na manhã deste sábado (14). O EI afirmou que os ataques foram perpetrados para mostrar à França que será um alvo preferencial enquanto "continuar com suas políticas" e que "são uma resposta aos insultos ao profeta do Islã e aos ataques aéreos" no território reivindicado pelo grupo.
Onde foram os ataques em Paris

Agências de notícias internacionais estimam um número ainda maior de mortos, não confirmado pelas autoridades francesas. A cidade conta com um esquema de segurança sem precedentes para localizar os responsáveis pelo massacre.
A chanceler alemã Angela Merkel afirmou que "este ataque à liberdade não é voltado apenas a Paris, mas direcionado a todos nós" e ofereceu apoio à França.
Foram realizados seis ataques simultâneos na cidade: a tomada de reféns na casa de shows Bataclan, três explosões próximas ao Stade de France, onde acontecia um jogo de futebol das seleções francesa e alemã, e tiroteios em diversos bares e cafés no centro.
A polícia antiterrorismo francesa trabalha para identificar os potenciais cúmplices. As autoridades disseram que oito militantes morreram, sete deles em ações suicidas, uma nova tática na França. A polícia afirmou ter matado com disparos o outro.
O ministério do Interior abriu uma página especial onde recebe informações da população a respeito dos responsáveis pelo ataque.
Mesmo com o reforçado esquema de segurança, serviços de transporte aéreo e ferroviário já estão em funcionamento. Permanecem fechadas as universidades, escolas, repartições públicas, centros de lazer e diversão noturna.
A última vez que foi declarado o estado de emergência em todo o território francês foi durante a Guerra da Argélia, que aconteceu entre 1954 e 1962.
Líderes de países como Irã, Egito e Paquistão condenaram, nas últimas horas, os ataques, que a presidente Dilma Rousseff classificou como "barbárie". Aliados tradicionais, como Estados Unidos e Reino Unido, também já manifestaram repúdio aos acontecimentos da noite de ontem.
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