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A 23ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta segunda-feira (22), repercutiu entre líderes da oposição e da base aliada ao Executivo na Câmara dos Deputados. Nesta nova etapa, foi expedido um mandado de prisão temporária do publicitário João Santana, que trabalhou nas campanhas eleitorais da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ambos do PT. Investigadores suspeitam que Santana tenha sido pago com dinheiro de propina relativa a contratos da Petrobras.
O líder do PT, deputado Afonso Florence (BA), ressaltou que as contas da campanha de Dilma foram aprovadas e acusou adversários do seu partido e agentes públicos “que vestiram a camisa do PSDB” de promoverem um “esforço desmedido e ilegal para atingir o mandato de Dilma e a imagem e a pessoa de Lula”. Segundo o líder do DEM, deputado Pauderney Avelino (AM), a operação confirma o uso de “dinheiro sujo” nas campanhas de Lula e de Dilma, o que seria suficiente para cassar a chapa vencedora das eleições presidenciais de 2014.
Pauderney Avelino falou sobre o assunto em entrevista coletiva no Salão Verde. “O governo não pode dizer que não conhece essa situação, que não é com ele, porque é com ele sim. As provas estão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a chapa deverá ser cassada”, disse o líder do DEM.
“O PT, reiteradas vezes, vem exercendo esta prática, desde a eleição do Lula: o publicitário Duda Mendonça confessou em 2005 que recebeu dinheiro do exterior no caixa-dois e não aconteceu nada com ele nem com o PT nem com Lula, que foi reeleito no ano seguinte. A Operação Lava-Jato, que está passando o Brasil a limpo, não vai deixar que aconteça o mesmo que aconteceu com o Duda; já há um mandado de prisão para o marqueteiro João Santana”, completou Avelino.
Ele informou que os partidos da oposição vão se reunir nesta terça-feira (23) às 10 horas, no gabinete da Liderança do PPS, para avaliar a situação e decidir que providências tomar.
Instituições democráticas
Afonso Florence alertou que o tema precisa ser analisado com parcimônia. “É uma conquista termos instituições de controle externo e autonomia de investigação. Entretanto, há situações que devem nos fazer refletir: é óbvio que há distorção num foco no PT, e diversionismo em relação a provas contundentes contra o PSDB. Acoberta-se o PSDB e se produz um ambiente de condenação prévia, sem nenhuma prova, contra o PT. O ataque contra Lula é vil e ilegal”, afirmou o líder.

Segundo ele, quando há delações premiadas contra políticos do PSDB, como o senador Aécio Neves (MG), só aparecem notícias na mídia depois que as investigações foram arquivadas, sem vazamentos. “E, no caso do PT, há um esforço enorme para encontrar ilegalidades sem provas”, argumentou.
Florence disse que as instituições democráticas precisam ser preservadas diante de situações como as que provocaram, no passado brasileiro, fatos como o golpe militar de 1964 e o suicídio do presidente Getúlio Vargas em 1954.


Da Redação/JPJ

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