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Sabemos que a educação é um direito fundamental que ajuda não só no desenvolvimento de um país, mas também de cada pessoa. Sua importância vai além do aumento da renda individual ou das chances de se obter um emprego. Como já disse a socióloga e pesquisadora da Fundação Carlos Chagas, Sandra Unbehaum, "perguntar a importância da Educação é como perguntar qual a importância do ar para nós. É pela Educação que aprendemos a nos preparar para a vida". Sendo assim hoje ainda é preciso enfrentar muitos gargalos para que a educação exerça seu papel em Mato Grosso e no país. Entre eles o abandono escolar. O Brasil ainda tem 2,8 milhões de crianças e adolescentes fora da escola, segundo o último balanço feito pelo Movimento Todos pela Educação (TPE) com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2014, os mais recentes. A etapa mais prejudicada é exatamente a dos adolescentes entre 15 e 17 anos: 17,4% não estavam na escola naquele ano, taxa que se mantém praticamente estagnada desde 2005, quando 21,2% dos jovens não estavam matriculados.

De acordo com o estudo, os meninos evadem mais que as meninas - 14% dos jovens de 15 a 17 anos estão fora da escola e não completaram o Ensino Médio. Destes, 63% estavam trabalhando ou procurando emprego. Já entre as mulheres a proporção é de 12%. Do total de 1,3 milhão de jovens de 15 a 17 anos fora da escola sem Ensino Médio concluído, 610 mil são mulheres. Mais de um terço das jovens que deixaram de estudar já eram mães. As jovens mães que mantiveram os estudos representam 2%. A pesquisa aponta que "a repetência e o desinteresse do jovem pelos estudos, motivados pela baixa qualidade do ensino e por um currículo, especialmente no ensino médio enciclopédico e sem flexibilidade para escolhas" são fatores que aumentam o abandono escolar.

Pelos dados se percebe que o acesso dos jovens a uma escola de qualidade continua sendo uma questão a ser resolvida e com urgência. É o futuro destes jovens e do país que está em jogo. Mudar essa situação de atraso requer mais que simplesmente verbas. Exige uma mudança radical no modo de pensar a educação. A sociedade - não apenas o Estado, mas as empresas e as famílias - precisa se envolver. É sabido, nenhuma nação pode almejar o desenvolvimento sem um ensino de qualidade. A pré-condição é conhecida por todos há muito tempo. E por aqui já passou da hora de sairmos da teoria para a prática.
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