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Ao encerrar nesta sexta-feira (25) o Encontro Nacional dos Prefeitos do PSDB, o presidente de honra do partido, Fernando Henrique Cardoso, afirmou que a legenda se tornou a “esperança” de milhares de brasileiros após a forte crise econômica deixada como herança ao país pela gestão do PT. Fernando Henrique afirmou que a “onda azul” que levou o PSDB a ser o partido com maior crescimento nas eleições municipais é o reflexo do sentimento de mudança da população – mas que é necessário aos tucanos priorizar os desejos dos brasileiros em seus governos municipais.
“Não temos simplesmente que dizer arrogantemente: ganhamos. Vencer no mundo de hoje é convencer, é fazer com que as pessoas se façam partícipes dessas vitórias. A divisão dos nós e eles, dos ricos contra os pobres, não pode ser essa. Nem dos que mandam e os que não mandam. Que cada um dos atos dos senhores prefeitos seja construído junto com as pessoas”, afirmou.
Em seu discurso, FHC elogiou a postura do senador Aécio Neves na presidência nacional do PSDB. Segundo o ex-presidente, Aécio tem conduzido com habilidade a legenda em meio ao momento que o sistema político sofre uma crise de confiança.
“Eu queria, ao fazer a saudação de praxe, saudar a todos em nome daquele que é o nosso presidente. E com toda habilidade tem conduzido o partido. Essa festa hoje se deve em grande parte à capacidade que o Aécio tem demonstrado de unir, de fazer com que as pessoas se sintam à vontade, com jeito mineiro, um pouquinho carioca, consegue citar uns e outros, mostrando que somos muitos. Agradeço muito nessa fase tão tumultuada pela qual os partidos passam ser capaz de ser presidente do PSDB no momento em que a população disse de forma clara que aposta em nós”,  afirmou.
O ex-presidente classificou de “desesperadores” os números deixados pelo governo Dilma Rousseff ao país, o que aumenta a responsabilidade do PSDB em fazer políticas que tenham impacto direto na vida dos cidadãos. Ao lembrar o período em que esteve no comando do país, FHC disse que teve como missão recuperar a economia brasileira. Com a chegada do PT ao poder, o tucano afirmou que, por alguns anos, foi difícil dizer publicamente que se tinha “orgulho” do seu legado. Mas que a história mostrou quem tinha razão em suas políticas públicas.
“Durante muito tempo era difícil dizer: tenho orgulho de ser do PSDB. Havia dúvidas se o caminho que tínhamos trilhado, que não era o popular, era o correto. Popularidade é importante, a gente ganha e perde. O que não pode perder é credibilidade. E o PSDB tem credibilidade justamente por, com coragem, fazer coisas que pareciam impopulares, mas que eram necessárias para o povo se beneficiar delas”, afirmou. “Depois da primeira vitória do PT, era quase impossível dizer de público o que tínhamos feito. Hoje, todos veem se não fosse o que fizemos no passado, não haveria o avanço do século XXI”, completou.
Na opinião do ex-presidente, o Brasil enfrenta hoje uma situação pior do que o cenário que herdou na década de 90, com a falência do seu sistema político e a grave crise econômica que deixou milhões de desempregados. E num cenário mais grave porque, além do descrédito com a política, o PT promoveu a corrupção generalizada no comando do país.
“A situação hoje é mais grave. A esperança ficou abalada. Abalada, mas não enterrada. O fato de termos vencido, inclusive com gente nova, mostra que a esperança continua latente no povo brasileiro. E essa esperança tem nome completo e se chama PSDB”, afirmou. “O sistema político eleitoral brasileiro faliu, fracassou. Os três maiores partidos, que não se juntam, não chegam a 200 deputados no Congresso. Não há como se governar um país com uma fragmentação tão grande. E essa fragmentação é do modo moderno das sociedades funcionarem.”
Segundo o ex-presidente, a legitimidade do PSDB junto à população virá do comportamento a ser adotado pelos gestores do partido, que precisam se “reinventar” para apresentarem resultados efetivos. “O PSDB tem que ter uma certa humildade porque todos os partidos são vistos pela população com alguma dúvida. O fato de terem confiado em nós só aumenta a nossa responsabilidade. Seremos capazes disto? Acho que sim. É sangue, suor e lágrimas.”
Ao discursar para cerca de 500 pessoas presentes no Encontro Nacional dos Prefeitos, Fernando Henrique também defendeu que o PSDB utilize as novas tecnologias e ingresse com força total no “mundo virtual” para ampliar seu contato com os jovens eleitores.
“Ou você se incorpora na modernidade, ou é arcaico. As gerações são outras, têm outras ferramentas, sentem de outras maneiras. Sabemos que temos desafios, ver que são globais. Mas eu acho que, sobre tudo isso, sentimentos que existe um sentimento de que chegou a vez de mostrarmos a nossa cara com mais coragem, com confiança no futuro”, disse.
O Encontro Nacional dos Prefeitos do PSDB reuniu os prefeitos eleitos em outubro, que tomarão posse no começo de janeiro. Diversos tucanos estiveram presentes, como o presidente nacional do partido, senador Aécio Neves, o presidente do Instituto Teotonio Vilela (ITV), senador José Aníbal, além de governadores, ministros, deputados e senadores do partido.
Fonte e foto: PSDB
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